Justiça condena comerciante por atropelamento e morte de médica em área nobre de Fortaleza
Médica morreu atropelada por carro em cruzamento do Bairro Meireles, em Fortaleza. Paulo Sadat/ SVM A Justiça do Ceará condenou, na última segunda-feira (30...
Médica morreu atropelada por carro em cruzamento do Bairro Meireles, em Fortaleza. Paulo Sadat/ SVM A Justiça do Ceará condenou, na última segunda-feira (30), a comerciante Priscila Fernandes Amâncio pelo atropelamento e morte da cardiologista Lúcia de Sousa Belém, de 60 anos, no Bairro Meireles, área nobre de Fortaleza. A morte de Lúcia Belém ocorreu no dia 21 de janeiro de 2021, no cruzamento da Avenida Dom Luiz com a Rua Coronel Jucá. A cardiologista estava atravessando a via na faixa de pedestre quando o carro da comerciante fez uma conversão para a rua Coronel Jucá, atropelando a médica. Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Após o acidente, Priscila Amâncio permaneceu no local e acionou o socorro. No entando, Lúcia não resisitiu aos ferimentos e morreu antes de ser levada ao hospital. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Priscila Amâncio foi setenciada a 3 anos e 4 meses de detenção por homicídio culposo na direção de veículo automotor com o agravante de ter ocorrido na faixa de pedestre. Além disso, ela ficará impedida de dirigir por 1 ano, 1 mês e 10 dias. A Justiça concedeu à comerciante o direito de cumprir a pena em regime aberto e recorrer em liberdade. Julgamento Cardiologista Lúcia de Sousa Belém, de 60 anos, morreu em janeiro de 2021, após ser atropelada por um carro conduzido por uma comerciante. Arquivo pessoal Durante o julgamento, foi apresentado um laudo pericial que concluiu que o atropelamento "se deu pela conduta imprópria da delatada que, como conduta do veículo, não teve atenção e os devidos cuidados quanto à segurança de trânsito na via em que estava". Um aditamento do laudo acrescentou que não foi constatada nenhuma marca que indicasse o acionamento do sistema de freios por parte da motorista, tendo os pneus passados por cima da vítima. Filmagens analisadas pelo peritos confirmaram ainda que o atropelamento ocorreu na faixa de pedestre e a vítima foi arrastada pelo veículo. A defesa da comerciante chegou a solicitar que fosse concedido a ela o perdão judicial, previsto no direito penal para casos em que o abalo emocional do réu é tão grande que a sanção penal torna-se desnecessária. A solicitação não foi aceita pelo magistrado, que ainda destacou que a motorista "não colaborou para o bom andamento para o processo", mudando várias vezes de endereço sem comunicar à Justiça. "No caso, houve uma conduta voluntária da ré, consistente em dirigir veículo automotor, conduta essa que não observou seu dever de cuidado, agindo a acusada com imprudência, haja vista que realizou curva em via sem o devido cuidado, causando um resultado lesivo (morte) não querido nem assumido pelo agente, porém previsível e típico", diz um trecho da sentença. Carreira na medicina A médica cardiologista, Lúcia de Sousa Belém, trabalhava no Hospital do Coração de Messejana há quase 30 anos Reprodução A cardiologista Lúcia Belém trabalhou por 28 anos no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM). Na época do falecimento, profissionais da área da saúde e administrativo realizaram um cortejo com homenagens à médica, que foi sepultada na cidade de Missão Velha. Lúcia era descrita pelos colegas como uma pessoa caridosa, que ajudava aos pacientes e a vários familiares, contribuindo, inclusive, para a formação acadêmica dos parentes. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará